O Banheiro Errado- 2023

Direção: Rafaela Salomão
Roteiro: Wanderson Lana
Prod. Executiva: Rafaela Salomão e Edilene Rodriguez
Chefe de Produção e 1˚ Ass. de Direção: Edilene Rodriguez
Dir. de fotografia: Duflair Barradas
Direção de arte: Kiko Sontak
Ass. de Direção de arte: Gabriel Krusquevis
Continuísta: Bia Lobo
1˚ Ass. de câmera: Wyllow Vredesboom
2˚ Ass. de câmera: Leon Augusto
Gaffer/eletricista: Cesarino Fumaça
Vídeo Assist/logger: Rodsley Gomes
Maquinista: Rosivaldo Rosa
Maquiagem, cabelo e figurino: Jeisy Sá
Diretor de som direto: Yuri Kopcak
Ass. de som: Sabrina Natthany
Making off: Gabriel Leszko
Ass. de produção: Raquel Santos
Produção de set: Thiago Sachuk e Dionathan Pessoni
Ass. de produção: Yuri Lima Cabral e Darci Junior
Edição e Trilha Sonora: Rafaela Salomão
Edição de diálogos e Mixagem: Evilásio S. Alves Junior
Sinopse:
Sidcley é um jovem tímido que acaba conhecendo Gabriel através da divisória de um banheiro em um clube noturno sábado à noite. Erisvon procurava um lugar para se esconder para não precisar falar para os amigos que gostaria de ir embora, e Gabriel bêbado se divertindo, não percebeu antes de entrar que o banheiro estava fora de serviço. Sem jamais se verem, eles se engajam em uma conversa e o desfecho mostra que existe um mundo mais bonito e afetuoso além das aparências..

Entrevista com Rafaela Salomão - Diretora do curta metragem Banheiro Errado.
Qual sua trajetória no cinema e principais influências? Minha trajetória no cinema começou de forma muito natural. Desde os seis anos eu dizia que queria ser artista. Eu não sabia exatamente o que faria, mas gostava muito de ler, desenhar e fui profundamente impactada por um espetáculo de teatro na escola. Montei minha primeira peça ainda criança, na Escola Sebastião Patrício, e ali entendi que a arte fazia parte de mim. Lia Vinicius de Moraes, Cecília Meirelles e Mário Quintana, passava horas com poesia e, aos oito anos, decidi que seria cantora — mas cantando minhas próprias músicas.
Com o tempo, comecei a desanimar, porque parecia que meus sonhos não eram possíveis na realidade onde eu estava. Até que conheci o Teatro Faces, ainda no começo, e tudo mudou. O Wanderson Lana foi minha maior inspiração. Nunca esqueço da primeira oficina de roteiro que ele fez sem cobrar nada. Aquilo me fez acreditar que eu também podia escrever, que minha voz importava.
Ao mesmo tempo, fui descobrindo a arte gráfica, que une tecnologia e criação, e comecei a produzir para o grupo e para o Festival Velha Joana. Ali desenvolvi minha própria assinatura e fui aprendendo edição audiovisual.

Quais seus próximos projetos e o que te motiva a continuar?
O que me motiva é o poder do audiovisual de levar nossa voz para vários cantos do mundo. Quando eu era jovem, aprendi que deveria me calar. O cinema me devolveu essa voz — me permite falar, atravessar momentos difíceis com mais leveza e me curar através da arte. Neste momento, estou finalizando o roteiro de "A Felicidade da Vida Brasileira", meu primeiro longa-metragem. É um sonho ganhando forma — a confirmação de que aquela menina que queria ser artista continua aqui, agora com voz própria.
Que conselhos daria para novos diretores?
Meu conselho é: façam. Não deixem de dirigir por medo do que as pessoas vão pensar ou por medo de errar. A direção é um processo de aprendizado contínuo — ninguém se define por um único trabalho, mas pela trajetória construída ao longo de vários projetos. Se algo não sair como esperado, siga adiante, aprenda com os erros, estude, divirta-se com o processo e tente novamente.


